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ABORTO, MACONHA, CASAMENTO HOMOSSEXUAL, E AGORA, QUASE 100% DE ENERGIAS LIMPAS… BEM VINDOS AO URUGUAI!

Primeiro país da América do Sul a descriminalizar o aborto (2012), primeiro a legalizar a maconha (2014) e um dos primeiros a aprovar o casamento entre homossexuais com mesmos direitos civis garantidos aos casais héteros (2012), o Uruguai agora pode ostentar mais um pioneirismo na região — desta vez, em função de seus avanços no uso de energia limpa.O país vem chamando a atenção na conferência de clima em Paris, a COP-21, pelo progresso na mudança de sua matriz energética, com consequente redução as emissões de carbono.

Hoje, 94,5% da eletricidade do país e 55% da energia total consumida vêm de fontes renováveis – a média global de energia proveniente de fontes limpas é de 12%. Foi uma transformação forjada nos últimos anos. O país, que já foi dependente de gás importado da Argentina, é agora autossuficiente em energia e chega a exportar parte de sua produção. No verão passado, um terço da eletricidade produzida no Uruguai foi exportada para os argentinos. Mais ainda: a mudança na matriz energética uruguaia aconteceu sem que o custo do quilowatt hora (kWh) aumentasse. Na verdade, considerando a inflação, hoje, a energia no Uruguai é mais barata que anos atrás.

Essa conquista vem dando visibilidade ao Uruguai em um momento em que o mundo tenta chegar a um acordo para a redução das emissões de carbono. “As delegações de Paris podem aprender muito com o sucesso uruguaio”, destacou o jornal inglês The Guardian. Segundo a reportagem, enquanto governantes se reúnem em Paris, com a difícil tarefa de chegar a possibilidades para substituir combustíveis fósseis por energia proveniente de fontes renováveis, “um pequeno país do outro lado do Atlântico vem mostrando que fazer essa transição é possível  e pode ser tão simples como coisa de criança.”

Um país liberal

O jornal também destaca que, apesar da população relativamente pequena – são 3,4 milhões de habitantes – o Uruguai vem ganhando uma “notável quantidade de elogios” nos últimos anos em função de suas políticas que o tornam um dos países mais liberais da América do Sul – em relação ao aborto, à homossexualidade e à maconha. Agora, diz o jornal, o Uruguai está sendo reconhecido por seu progresso em descarbonizar sua economia.

As políticas uruguaias para transformar sua matriz enérgética em uma matriz mais limpa já receberam elogios do Banco Mundial, da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe, e no último ano, a WWF colocou o Uruguai entre os seus líderes em “energia verde”. “O país está no caminho de definir as tendências mundiais em investimentos para energia renovável”, definiu a WWF na ocasião.

Metas ambiciosas

Para fortalecer a posição de destaque no uso de energias renováveis, o Uruguai apresentou uma das metas mais ambiciosas na convenção da ONU. O compromisso é reduzir em 88% as emissões de carbono até 2017, na comparação com a média emitida no período de 2009 a 2013.

As ações para a renovação da matriz energética uruguaia começaram a ser desenhadas em 2008 durante o governo de Tabaré Vázquez (da Frente Ampla, a coligação de partidos de esquerdas que comanda o Uruguai desde 2005 – Vázquez agora é novamente presidente do país). Foi uma decisão estratégica do Uruguai como parte de uma política que buscava sustentar o crescimento do país no período, ao mesmo em que tentava reduzir os índices de pobreza. “O Uruguai não tem petróleo, nem gás, e praticamente esgotou seu potencial hidrelétrico”, disse na ocasião Ramón Mendez, então diretor nacional de energia e um dos arquitetos do plano. “Mas o país está crescendo e deseja reduzir sua pobreza.” O país daquele momento era altamente dependente do gás argentino e de petróleo, que isoladamente chegou a representar mais de 27% das importações do Uruguai. Agora, o principal item de importação são turbinas eólicas.

Ao The Guardian, Mendez ressaltou que “não há milagres tecnológicos” nesse tipo de transformação. Para ele, o sucesso do projeto, deu-se em função do ambiente regulatório no país e uma forte parceria entre o setor público e privado. O Uruguai, ele disse, tem uma democracia estável, honra seus compromissos externos e tem empresas públicas fortes, que podem ser parceiras confiáveis nos projetos. “Nós aprendemos que energia renovável é apenas um negócio”, disse Mendez. “A construção e manutenção (das usinas) têm custo baixo. Portanto, se você dá aos investidores um ambiente seguro, o negócio se torna muito atraente.”

Para forjar o novo cenário, foram investidos em cinco anos US$ 7 bilhões (R$ 26,3 bilhões), ou 15% do PIB anual do país – isso é cinco vezes mais que a média da América Latina para investimentos em fontes renováveis de energia e três vezes mais que o mínimo recomendado por especialistas sobre mudança climática.

Como resultado, hoje, além de uma planta considerável para a geração de energia eólica, o país também tem usinas para geração de energia solar e a partir de biomassa. Somada à energia gerada por hidrelétricas, chega-se ao total de 94,5% de eletricidade consumida no país vinda de fontes limpas – sendo 55% da energia total. A média global de geração de energia proveniente de fontes limpas é de 12%.

 

Fonte: Época

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SIGNIFICADO DO NOME DOS PAÍSES NA AMÉRICA DO SUL

HOMENAGEM AO DESCOBRIDOR

Colômbia significa algo como “Terra de Colombo”, numa homenagem óbvia ao navegador italiano Cristóvão Colombo (1451-1506), que, como todo mundo sabe, descobriu o continente americano em 1492.

DIVISÃO IGUALITÁRIA

O Equador foi batizado com o mesmo nome da linha imaginária que atravessa seu território e corta o nosso planeta ao meio. A palavra deriva do latim aequus, ou “igual”, numa referência à divisão da Terra em duas partes iguais, os hemisférios Norte e Sul.

POLÊMICA INCA

A origem do nome Peru é controversa, com duas interpretações conflitantes. A primeira afirma que se trata de derivação do nome Birú, um importante chefe inca. Para a segunda, a mesma palavra significa também “terra de riqueza e esperança”.

HERÓI LIBERTADOR

O general e estadista Simon Bolívar (1783-1830) tornou-se um dos principais heróis sul-americanos ao lutar pela independência de vários países da região, inclusive da própria Bolívia, batizada em homenagem a seu libertador.

O FIM DA TERRA

Antes mesmo da colonização, o Chile já era chamado assim pelos índios aimarás, que habitavam o norte do país. Na língua deles, a palavra chilli quer dizer “onde acaba a terra”, referência à posição geográfica do território: o extremo oeste do continente.

PEQUENA VENEZA

A Venezuela deve seu nome a Américo Vespúcio (1454-1512), explorador italiano naturalizado espanhol. Ao visitar a região, ele encontrou indígenas que construíam suas casas em palafitas sobre as águas do lago Maracaibo, no noroeste do país. Isso o fez chamar o lugar de “Pequena Veneza”: Venezuela.

PRATA FARTA

A Argentina impressionou seus descobridores pela grande quantidade de riquezas minerais encontradas em seu solo, principalmente prata. Daí vem seu nome, inspirado em argentum: prata, em latim.

ADEUS INDÍGENA

O Suriname tomou seu nome dos índios surinen, habitantes originais da região. Uma lembrança triste, uma vez que, quando os primeiros exploradores ali chegaram, a tribo já havia praticamente desaparecido, expulsa e dizimada por outros grupos indígenas que passaram a ocupar a área.

TERRA DAS ÁGUAS

A Guiana e sua vizinha Guiana Francesa – situadas entre os rios Orinoco, Amazonas e Negro, além de serem banhadas pelo Oceano Atlântico – eram conhecidas pelos nativos como guyana, termo que, em seu idioma, significa “terra de muitas águas”. A Guiana Francesa obviamente leva esse adjetivo por ser possessão da França.

ÁRVORE EM BRASA

Essa aqui é moleza, hein? Produto de grande importância comercial no século XVI, a árvore de pau-brasil batizou nosso país, onde os colonizadores portugueses encontraram florestas fartas dessa madeira. “Brasil” quer dizer algo como “em brasa”, referência à forte coloração avermelhada do tronco, utilizado para fazer corante.

O RIO É REI

O Uruguai acabou ganhando o mesmo nome que os índios tupis e guaranis haviam dado ao grande rio que atravessa seu território. No idioma deles, a palavra significa “rio dos caracóis”.

CAMPEÕES AQUÁTICOS

Quando o Paraguai foi descoberto pelos espanhóis, a região era habitada por índios chamados payaguaes. Excelentes nadadores e hábeis navegadores, eles viviam às margens do rio que dava nome à tribo. O termo pode ser traduzido como “rabo de mar”, “rio ornado” ou “rio que dá origem ao mar” – mas também identifica um tipo de papagaio.