MÚSICA DO DIA

Welcome to the Soldier Side
Where there’s no one here but me
People on the soldier’s side
There is no one here but me


 

WHY DO THEY ALWAYS SEND THE POOR?
Barbarisms by Barbaras
With pointed heels.
Victorious, victories kneel.
For brand new spankin’ deals.
Marching forward hypocritic
And hypnotic computers.
You depend on our protection,

Yet you feed us lies from the table cloth.
La la la la la la la la la,
Everybody’s going to the party have a real good time.
Dancing in the desert blowing up the sunshine.

Kneeling roses disappearing,
Into Moses’ dry mouth,
Breaking into Fort Knox,
Stealing our intentions,
Hangars sitting dripped in oil,
Crying FREEDOM!

Handed to obsoletion,
Still you feed us lies from the table cloth.
La la la la la la la la la,
Everybody’s going to the party have a real good time.
Dancing in the desert blowing up the sunshine.
Everybody’s going to the party have a real good time.
Dancing in the desert blowing up the sunshine.

Blast off, it’s party time,
And we don’t live in a fascist nation,
Blast off, it’s party time,
And where the fuck are you?
Where the fuck are you?
Where the fuck are you?

Why don’t presidents fight the war?
Why do they always send the poor?
Why don’t presidents fight the war?
Why do they always send the poor? [X4]

Kneeling roses disappearing,
Into Moses’ dry mouth,
Breaking into Fort Knox,
Stealing our intentions,
Hangars sitting dripped in oil,
Crying FREEDOM!

Handed to obsoletion,
Still you feed us lies from the tablecloth.
La la la la la la la la la,
Everybody’s going to the party have a real good time.
Dancing in the desert blowing up the sunshine.
Everybody’s going to the party have a real good time.
Dancing in the desert blowing up the sun

Where the fuck are you!
Where the fuck are you!

Why don’t presidents fight the war?
Why do they always send the poor?
Why don’t presidents fight the war?
Why do they always send the poor? [X3]
Why, do, they always send the poor [X3]
They only send the poor [x2]
CANÇÃO: SOLDIER SIDE + B.Y.O.B

CANTOR: SYSTEM OF A DOWN

COMPOSIÇÃO: DARON MALAKIAN


VÍDEO

https://www.youtube.com/watch?v=zUzd9KyIDrM


ANÁLISE

   Lenta e um tanto triste, a música tem poucas frases e todas elas buscando interpretar a solidão dos campos de batalha. Somos convidados a entrar num ponto de vista distante do que a mídia nos mostra ou daquele que as autoridades querem que vejamos. Ironicamente, tratam os soldados como pessoas nascidas para morrer, mostrando, brevemente, o descaso com a vida desses homens mandados para as guerras. Não interessam os sonhos, as famílias, as vontades desses homens. Esquecem, na verdade, que são seres humanos. Guerras implicam interesses pessoais e os soldados são aqueles que vão se sacrificar para que as autoridades consigam que esses seus tais interesses sejam realizados.

Logo em seguida, vem a música B.Y.O.B.(Bring Your Own Bombs) [Traga suas próprias bombas]. Ironizando a expressão dos EUA utilizada em festas em que cada um traz alguma coisinha, Bring Your Own Beer [Traga sua própria cerveja], essa música fala abertamente da Guerra no Iraque. Para quem não sabe, essa guerra ocorreu graças a supostas ameaças a segurança mundial devido a supostas armas de destruição em massa no Iraque. A letra critica severamente o absurdo que foi essa guerra.
O grito inicial de Daron, o guitarrista, evidencia o principal questionamento da música: Why do they always send the poor? (Por que você sempre atacam os mais pobres?)

Bárbaros são aqueles tidos como não civilizados ou, de forma figurada, uma pessoa insensível, bruta e cruel. Ou seja, fala-se da barbaridade cometida pelos estadunidenses ao afirmar que haviam armas de destruição em massa no Oriente Médio. Apesar da ONU apresentar-se contra o ataque ao Iraque, uma vez que não havia indícios dessas tais armas, George W. Bush deu início à guerra: passou por cima de quem se opôs à sua decisão com um belo scarpin sedento por sangue.  Os estadunidenses são os principais consumidores de petróleo do planeta, abrigando as sedes de algumas das principais empresas multinacionais do setor. Em caso de vitória do EUA, as companhias estadunidenses teoricamente poderiam participar da exploração do território do Iraque – e isso provocaria uma grande transformação no bilionário mercado mundial do petróleo.

   Os soldados estadunidenses viam-se em frente a hipócritas que fingiam suas boas intenções nessa guerra: escutaram as histórias das armas de destruição em massa, de Saddam Hussein com a Al-Qaeda e, completamente enganados, viam-se no dever de salvar toda a população. Isso tem a ver com Destino Manifesto (basicamente da crença do povo estadunidense de que eles foram enviados por Deus para salvar toda a nação. A de convir que com um pensamento desse por tantos séculos enfiados na cabeça da população, não foi muito difícil “hypnotize” soldados para pensarem da forma que o governo queria que pensasse. Uma boa visão é com o filme “American Sniper”, onde o protagonista diz estar no melhor país do mundo e jura defende-lo com tudo que tem.)

Alienação é a palavra. Pessoas se divertindo e seguindo suas vidas normalmente enquanto ocorre um verdadeiro caos no Iraque, repleto de mortes injustas e torturas, tiros, porradas e bombas, onde se acha tudo menos as tais armas de destruição em massa.

Existem algumas frases de Che Guevara que fazem uma metáfora com rosas. Numa delas ele diz “os poderosos podem deter uma, duas, até três rosas, mas jamais poderão deter a primavera”. Baseado nisso, creio que estejam se referindo às pessoas que foram morrendo, uma a uma, civis ou soldados iraquianos, sumindo perante o inimigo (que ele descreve como Moisés, um representante da religião judaica, a qual já entra em conflito com os árabes há um tempo). Certamente os estadunidenses não seriam citados como os vilões da história, né? Afinal de contas, seria um descaso com Deus falar isso do seu povo escolhido. Fort Knox é uma pequena cidade estadunidense e é base do exército, onde abriga importantes unidades de treinamento e comando de recrutamento. Também são feitos simulações de um combate real e armazenado o ouro dos EUA. Citá-lo foi simplesmente uma sacada sensacional: do jeito falado na música – muito irônico, claro -, dá a entender que os árabes tentam destruir as intenções dos estadunidenses de “manter a paz e a ordem mundial” quando fortificam-se das armas de destruição em massa. Faz dos estadunidenses os salvadores da pátria, dos árabes os terroristas e ainda reafirma que os EUA não são os verdadeiros vilões, uma vez que quem, teoricamente, sempre entra em conflito com os israelenses não são eles e sim os judeus. Tiram a culpa de seus ombros… Certamente esse é o tipo de pensamento que o governo quis introduzir na cabeça de sua população.

Por trás de toda a farsa, o verdadeiro motivo para a invasão sempre fora o Petróleo. O governo estadunidense não vê de perto todo o sofrimento da guerra, quer o êxito em sua conquista pessoal para negócios excepcionais nesse mercado. Entretanto, do outro lado do oceano tem toda uma população gritando e implorando por uma liberdade que parece ser tão ignorada quanto um objeto em desuso, obsoleto.

Lembra de quando foi dito que a população pensa do jeito que os governantes querem que elas pensem? Pois bem, trata-se de uma das característica do Fascismo! Às vezes é preciso lembrar que o mundo já passou da fase da segunda guerra mundial.

A forma que mensagem é passada é brilhante, como toda a música (e S.S também). O lado do soldado é transmitido mais uma vez. Visualizem: campo de batalha, vendo amigos morrerem, sentindo falta da família e, principalmente, sentindo-se sem qualquer apoio emocional daqueles que estão promovendo a guerra. Nessa hora é como se houvesse uma revolta da parte do soldado (tanto que a música fica mais ‘agressiva’), como se ele por fim enxergasse que a América e o mundo não precisam dele, de fato, para viver em paz. Quem precisa dele (ou da sua morte) é o seu próprio governo, que o usa como desculpa para correr atrás do petróleo que não o beneficiará diretamente. Perguntam-se, enfim: onde é que vocês estão? Por que você, caro presidente, que precisa tanto do dinheiro desse petróleo não armou-se ou armou alguém da sua família e enviou pro campo de batalha? Por que enviou a mim que também tenho sonhos, uma vida, uma família? Por que os pobres que se sacrificam e são vocês que ficam com os benefícios?

 

Para entender a análise, leia um parágrafo e traduza um verso da música, exemplo.:

Welcome to the Soldier Side
Where there’s no one here but me
People on the soldier’s side
There is no one here but me

Aqui você lê o primeiro parágrafo, pois se trata do primeiro verso da música.

Análise brilhantemente feita por: http://desvariodeismalia.blogspot.com.br/

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