CRITICA A MAD MAX!

Aqui estou eu em mais um dia, sobre o olhar sanguinário da guria..

Ontem (17), fui ao cinépolis aqui em Jundiaí assistir ao filme Jurassic World, mentira, Mad Max, Fury Road, a grande estréia de maio. (Estou um pouco atrasado não?)


FICHA TÉCNICA

  • Titulo original: Mad Max, Fury Road
  • Diretor: George Miller
  • Elenco: Tom Hardy, Chralize Theron, Zoë Kravitz
  • Duração: 120 minutos
  • OrçamentoUS$ 100 milhões

SINOPSE

Após ser capturado por Immortan Joe, um guerreiro das estradas chamado Max (Tom Hardy) se vê no meio de uma guerra mortal, iniciada pela Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) na tentativa se salvar um grupo de garotas. Também tentanto fugir, Max aceita ajudar Furiosa em sua luta contra Joe e se vê dividido entre mais uma vez seguir sozinho seu caminho ou ficar com o grupo.


RESUMO DA CRÍTICA

Hardy não tem apelo algum. Canastrão, não é fraco apenas interpretando, é ruim brigando também. Nada heroico. A trama não chega a caracterizar um roteiro completo, tendo em vista as pouquíssimas falas durante o filme, ou o cenário pós-apocalíptico. É uma sequência de perseguições no deserto. Imagine um faroeste em que a diligência é perseguida pelos apaches o tempo todo.


CRÍTICA

É uma ação vazia, é um monopólio sobre a água por parte do Immortan Joe (um dos poucos pontos que gostei, afinal, crítica a gastança de água, e mostra que é um bem finito, onde muitos irão matar e morrer por ela, talvez uma possível guerra venha a vir pela água em um futuro próximo)

A vantagem, no entanto, é restrita à evolução da técnica. Assim como muitos de seus contemporâneos que também aderiram ao 3D, a quarta longa da série é um super filme de ação e ponto. Eis aí a dor e a delícia desta saga. São 120 minutos de fugas e perseguições esquizofrênicas que você vê e se pergunta como conseguiram fazer isso. Praticamente um desempenho interminável, em cenário pós-apocalíptico, com direito a flertes com shows de rock por um boneco (?), um cardápio variado de explosões e, curiosamente, pouco sangue, até mesmo para uma das Victoria Secret’s que pariu durante o filme.

Estrada da Fúria foi pensada para ser assim, sem diálogos, e, se bobear, perde-se até o fôlego no cinema. A proposta era ousada: não sendo uma continuação, a quarta longa tinha a missão de reformatar seu herói usando elementos das tramas anteriores. À medida que decide suprimir a palavra, é preciso que a forma dê conta de transmitir a história. Não é esse o caso.

O problema é que a obsessão pela forma é tão grande que os novos espectadores da saga de Max Rockatansky ficam a ver navios. Ou se concentra – e vibra com as peripécias das perseguições – ou se boia completamente na trama. Vale dar um Google para saber do que se trata. George Miller não conta nada. Apresenta-se um espetáculo visual e, dele, quem quiser que deduza a história, interprete seus heróis e anti-heróis. Em resumo, é uma obra para degustação de fãs experientes.

Os motivos que levaram a imperatriz Furiosa (Charlize Theron) a preparar um caminhão-tanque e sair disparada pelo deserto são tão ocultos quantos aqueles que envolvem a captura de Max (Tom Hardy) e seu confinamento em uma espécie de estufa de extração de sangue. Também é uma incógnita a idolatria ao vilão Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), o culto às mulheres (que, aliás, mais parecem ter sido selecionadas para um editorial de revista de moda do que para um filme de ação).

Tom Hardy é bem sem sal, a ponto de você não acreditar em nada do que ele diz ou faz. Ou seja, é até sacanagem comparar com Mel Gibson, que tem nesse personagem uma das imagens-ícone de sua carreira. Charlize Theron tem olhar mais expressivo, mas, ainda assim, parece amarrada na sisudez de Furiosa.

Os carros, que já são marcas registradas da franquia Mad Max, continuam grandes, potentes e empoeirados, sem nada daquela frescura de colocar uma Ferrari entre outros moderninhos caros. Foi um prato cheio para as explosões. De tão recorrentes, porém, vão perdendo força com o passar da trama. Cabe à trilha sonora a função de tentar sustentar a ‘‘emoção’’ do espectador.

Em meio a tanta pirotecnia, a principal atualização de conteúdo feita pelo diretor George Miller é, aliás, bem sintonizada com a realidade brasileira: “Não fiquem dependentes da água. Sofrerão com a ausência dela”, avisa Immortan Joe.

Nota: 2.5


Crédito da crítica cuja qual concordei 98%, aqui. Alguns dos trechos modificados genética e genéricamente.

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