HISTÓRIA, COLONIAS!

Eis a proposta
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  • Local escolhidoCasa dos Inconfidentes
  • Informações sobre o local

O Museu Casa dos Inconfidentes é o único museu municipal de Ouro Preto. Inaugurado em 2010, a casa, que antes funcionava como alojamento para hóspedes da Prefeitura, agora abriga acervo mobiliário que visa demonstrar, aos visitantes, parte do cotidiano de uma residência da Ouro Preto oitocentista.

Na década de 1780 Minas Gerais, com tendência exportadora definida, reunia características distintas de outras Capitanias e via-se constrangida pela dependência colonial imposta pela Metrópole. A mineração possibilitara o surgimento de diferentes grupos na sociedade: artesãos, comerciantes, contratadores, agricultores, mineradores, homens livres ansiosos por abrirem seus próprios caminhos, lutarem pela autossuficiência local e definirem soluções nos campos econômico, político e artístico. Excessiva carga tributária pesava sobre a população da região mineradora, quando o ouro já se tornava escasso. Pressões de várias formas geravam um clima de insatisfação.

Em 1788, passaram a se reunir militares, eclesiásticos e intelectuais, projetando um movimento que deveria libertar a Colônia do julgo de Portugal. A derrama, imposto que o povo seria forçado a cobrir caso as 100 arrobas anuais devidas à Coroa não fossem atingidas, era esperada para fevereiro de 1789. Isso representaria muito para a rebelião, uma vez que faria emergir o latente descontentamento popular.

A suspensão da derrama pelo governador, Visconde de Barbacena, não foi acompanhada pela suspensão da dívida dos abastados contratantes para com a Junta da Fazenda. Joaquim Silvério dos Reis, grande devedor da Real Fazenda, viu na denúncia da conspiração a oportunidade de ser perdoado do seu débito. A delação verbal ocorreu em meados de março de 1789 e a escrita, em abril. Ao tomar conhecimento dela no Rio de Janeiro, o Vice-Rei resolveu promover uma investigação oficial e, em 7 de maio, foi aberta devassa para a apuração dos fatos.

A conclusão do processo se deu em 1792 e a execução de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, considerado o maior responsável pela conspiração, se deu no dia 21 de abril daquele ano. Outros inconfidentes, tidos como cabeças do movimento, foram degredados para a África e os réus eclesiásticos permaneceram reclusos por quatro anos na Fortaleza de São Julião, seguindo depois para conventos portugueses.

  • Características coloniais:

Arquitetura é um ponto que chama muita a atenção, mesmo que a casa tenha sido reformada em 1944 por ordem de Getúlio Vargas, os traços do século passado (XIX) continuam;

A cor amarela (quase) sempre presentes em casas coloniais;

As casas ao seu redor tem um estilo antigo europeu;

As janelas com os vidros do lado de fora, que ajudavam os europeus contra o frio;

A grande concentração de igrejas, o que indica muito o catolicismo europeu na região;

A praça onde os membros de Tiradentes, o homem decapitado que graças a ele (e a rebelião em que participou), deu um grande passo para a independência da coroa, e hoje, temos uma homenagem a ele.

Informações

Exposição Permanente:

  • Praça Tiradentes, 139, Centro, CEP 35400-000 – Ouro Preto, Minas Gerais
  • Funcionamento: de 12h às 18h
  • Ingressos a R$ 6,00 (Estudantes pagam meia entrada)

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