TOMORROWLAND, UM LUGAR ONDE NADA É IMPOSSÍVEL! #CRÍTICA

Aqui estou eu em mais um dia, sobre o olhar sanguinário do vigia..

Ontem (5), fui ao cinépolis aqui em Jundiaí assistir ao filme Tomorrowland, um lugar onde nada é impossível, a grande estréia da semana.


FICHA TÉCNICA

  • Titulo original: Tomorrowland
  • Diretor: Brad Bird
  • Elenco: George Clooney, Hugh Laurie, Britt Robertson
  • Duração: 129 minutos
  • OrçamentoUS$ 120 milhões

SINOPSE

Casey Newton (Britt Robertson) é uma adolescente com enorme curiosidade pela ciência. Um dia, ela encontra um pequeno broche que permite que se transporte automaticamente para uma realidade paralela chamada Tomorrowland, repleta de invenções futuristas visando o bem da humanidade. Ela logo busca um meio de chegar ao lugar e, no caminho, conta com a ajuda da misteriosa Athena (Raffey Cassidy) e de Frank Walker (George Clooney), que esteve em Tomorrowland quando garoto mas hoje leva uma vida amargurada.


CRÍTICA

Eu levantei MUITAS expectativas para o filme, você não tem noção!

Diretor de dois grandes sucessos da Pixar (Os Incríveis e Ratatouille) Brad Bird sempre se mostrou um bom contador de histórias e um fervoroso defensor da excelência e da criatividade. E em seu segundo longa-metragem com atores reais (o primeiro foi Missão Impossível – Protocolo Fantasma), Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada É Impossível, ele, de certa forma, tenta reforçar esses princípios.

Pode-se dizer que, de maneira geral, ele mandou bem nesse quesito. Baseado em uma ala dos parques da Disney, o filme realmente conta uma boa história de aventura, onde a jovem Casey Newton (Britt Robertson) tenta descobrir mais sobre um lugar futurístico que viu após tocar em um pin (ou broche), que recebeu da pequena Athena (Raffey Cassidy).

Tirando sua longa apresentação, que é mostrada de maneira arrastada, o filme se apresenta como um entretenimento astuto, principalmente por alimentar boas doses de mistérios até o final da trama. E isso é bom, pois desperta a curiosidade do espectador e o faz ficar atento com tudo o que acontece na história.

O elenco também contribui nesse ponto. Com nomes de peso, como George Clooney e Hugh Laurie, Bird, com uma direção segura, deixa seu time de atores bem entrosado, o que faz a trama ficar bem mais dinâmica e agradável de se ver. E isso se deve, principalmente, a dupla Robertson e Cassidy. Em um momento em que as mulheres mostram a cada filme – e Mad Max: Estrada Da Fúria está aí para provar isso – que não estão brincando de casinha, as duas demonstram uma intensidade admirável na hora de transmitir as nuances de suas personagens.

O filme começa com Frank Walker (Clooney), um apaixonado por ciência, contando para uma plateia como foi parar em Tomorrowland, um lugar futurístico e belíssimo, quando ainda era um menino. Depois, a bem mais nova Casey passa a falar sobre a sua história e diz como ficou admirada ao entrar em uma espécie de realidade paralela após tocar um pin, que acabou parando em sua mochila. (o que deve acabar se tornando o comercial para que os ‘sonhadores e criativos’ entrem em tal projeto.)

A partir daí, ela é convocada por Athena, uma menina que carrega muitos mistérios, para encontrar o velho Frank, que é agora um sujeito desiludido. Juntos, devem arranjar um jeito de voltar para Tomorrowland, que está longe de ser o mesmo lugar do início da história.

Mesmo com um roteiro coerente e um desenvolvimento de personagens razoável, o longa não consegue escapar dos rótulos Disney, que sempre veem a necessidade de deixar uma mensagem de vida para o espectador – Vingadores está aí para mostrar, leve como base, sempre tem que ter um final feliz e mágico onde todos se perdoam e blá blá blá-. Claro que é fundamental a história deixar algum tipo de lição, mas, no caso desse filme, há uma preocupação excessiva de plantar uma moral, o que desvia o foco do espectador e torna a obra infantil demais para um adulto e adulto demais para uma criança. Isso é ruim, pois faz com que o filme perca um pouco da sua identidade.

Para compensar, a edição de Walter Murch e Craig Wood é ágil e competente o suficiente para que o espectador não fique alimentando o tempo todo as mensagens implantadas pelo estúdio enquanto assiste ao filme.

Entre erros e acertos, Tomorrowland não é a excelência que seu diretor defende, mas se apresenta como uma ótima opção de entretenimento, pois é um filme convincente, com ideias legais e, acima de tudo, com um coração otimista. Mais uma vez, Bird mostra que sabe contar história e, para isso, nada melhor do que uma trama envolvente e alegre.

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