LEMBRE-SE DE MIM #6

Olá, monstrinhos lindos.

Foi-me solicitado (junto aos meus colegas) para que fizéssemos uma redação de uma viagem que tenha nos marcado de alguma forma, direta, ou indiretamente, e sem dúvidas, essa viagem a Santiago no ano de 2012 foi a mais especial da minha vida.

Bom, eu vou dividir essa história em vários capítulos, afinal, foi uma experiência tão marcante que eu não quero resumir, eu quero que vocês conheçam o meu lado Chileno, quero que vivam e imaginem como foi, se envolvam e se ‘feliciten’.. portanto, ela terá alguns capítulos que virão ao ar de segunda e sexta, que são os dias onde publico algo pessoal, (quarta feira publico alguma noticia).

Espero que se envolvam com a história.


TITULO: VALLE NÃO TÃO NEVADO! 

Tudo bem, um menino de 14 anos com toda sua inocência, toda sua fé em ir ao sul do continente e ir ver neve.. tá bom, a vida não é um arco-íris.

Ficamos em torno de 40 minutos no carro enquanto caminhávamos para a maior montanha que eu já tinha visto na minha vida, ela era enorme e era maravilhosa. Percorremos cerca de 40.000 metros para chegar até lá, e tinha muita coisa incrível, como o fato de ter estradas entre as montanhas muito, mas muito melhores que as da cidade que eu vivo, sem buraco, fora a visão né da vida ao redor. Meu tio dirigia todo o percurso enquanto os dois brasileiros caipiras do carro ficavam fotografando tudo o que via (sim, eu e minha irmã), mas era tanta coisa bonita e nova para tirar foto que as pilhas da câmera acabaram e ficamos sem fotos boas. 😦

O Percurso seguia e eu ouvi o conselho do meu tio para todos vestirem a blusa de frio, claro que não desobedeceria né? Pois é, eu não ia desobedecer o cara, mas a anta aqui acabou deixando a jaqueta sobre a cama no momento que foi escovar os dentes, e nem se quer voltou para pegá-la. Eu ainda estava no carro, até que paramos para beber água e ver a visão de lá do ponto onde estávamos (cerca de 1500 metros acima do nível do mar). Descemos todos do carro, felizes e inocentes, vendo tudo pequenininho, até eu notar que estava frio, estava vento, e a magreza em pessoa estava trincando os dentes (bem feito), mas aproveitando ao máximo e não parando quieto para que se aquecesse (x). Mas agora imaginem vocês, caros leitores, se a 1500 metros acima do nível do mar estava uns 15 graus, imaginem a 3.000!!

Voltamos ao carro onde seguimos a viagem, mas o pior estava por vir! Avistei acima a estrada que teríamos de seguir, e monstrinho da minha vida, quanta curva, eram pelo menos 80, e grande maioria de 180º, (se você não tem estômago, como eu, não vá para o Valle Nevado, vá para o Maipo.), eu fiquei com os olhos esbugalhados, eu fiquei em estado de choque, pois a cada curva você podia ver a queda, um deslize e puft, eu tinha muito para viver, pelo amor de tudo o que você crê tio, dirija com cuidado, não derruba essa bagaça!

Sobrevivemos! Diferente de um casal argentino cujos quais tiveram o carro que parou de funcionar o motor, mas ajuda oferecemos, eles que recusaram! Educadamente, mas recusaram. :p

Chegamos lá, a 3.000 metros do chão, chegamos lá, onde o sol batia forte e o frio batia mais forte ainda, algo bem estranho, mas muito bom! Eu particularmente esperava ver neve naquela altura, mas vi coisas ainda mais legais! Os Condor, Bodes, Lhamas, o lado argentino que caía uns raios insanos!

O Medo tinha acabado, por lá tinha um banquinho, um hotel lindo, a pista de Esqui sem neve, era o Valle Nevado não tão nevado assim, tinha gente de toda América por lá, gente da Bahia, Peruanos, Argentinos, tinham de todos os cantos que você imaginar! Adentrei ao hotel, e lá tinha de tudo! Um banheiro enorme de lindo, quartos belíssimos, alguns negócios para “comer”.. era tão fácil de perder o ar lá (literalmente, corri por uns 30 segundos e quase morri de canseira), nunca corra a 3.000 metros de altura, e se você tiver asma+medo de altura, nem chegue perto, vá para o Maipo como recomendei acima! Mas se você tiver a “coragem que eu tive” (só subi porquê não sabia dessas curvas), faça bom proveito, espere para tirar fotos lá de cima, na volta! E procure ouvir a canção do Valle, porque Se van los montañeros, como um guia de lá diz!

Tudo bem, não vem ao caso o fato das pilhas da maquina terem acabado, mas, fui um privilegiado de ter conhecido aquilo, e ter visto uma placa onde um bode empurrava pedras na pista. Eu me borro de medo de altura, mas.. foi a segunda visão mais linda que já tive na vida.

CONTINUA SEGUNDA-FEIRA.


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