O DESMATAMENTO

O Brasil é um país com um dos maiores complexos hidrográficos do planeta, com rios de grandes extensões. Detém cerca de 8% de toda água doce superficial mundial e maior bacia fluvial do mundo, a Amazônia. No entanto, embora o Brasil esteja hidricamente bem posicionado a nível mundial, seus rios estão reduzindo drasticamente seus fluxos anualmente.

O grande vilão, com significativas consequências negativas nas bacias brasileiras, é o desmatamento em grande escala das florestas brasileiras, com destaque para os biomas Amazônia e Cerrado. Com o advento do Novo Código Florestal, juntamente com a carência demasiada de fiscalizações ambientais, o agronegócio e o comércio ilegal de madeira vêm abrindo grandes clareiras em locais que deveriam estar protegidos. Embora 80% das áreas do bioma Amazônia estejam legalmente amparados, suas florestas estão sendo derrubadas indiscriminadamente, geralmente na calada da noite, o que dificulta ainda mais a fiscalização. Outros biomas, assim como o Cerrado, não possuem um amparo legal pelo código Florestal como o bioma Amazônia, o que facilita ainda mais a diminuição das florestas.

Devido a essa redução, tanto pela omissão governamental quanto pela ação criminosa, o ciclo das águas vem reduzindo significativamente, principalmente em alguns estados dependentes das chuvas advindas da floresta Amazônica, através dos Rios Voadores. Isso faz com que os rios sofram uma diminuição hídrica gradativamente, levando ao esvaziamento excessivo das represas responsáveis pelo abastecimento das cidades. Com a falta das florestas, os lençóis freáticos não são devidamente abastecidos, enfraquecendo o afloramento nas nascentes, o que causa tais problemas. Um outro fator preocupante são as retiradas das matas ciliares, contribuindo para o assoreamento dos rios, o que também contribuiu para as reduções hídricas.

Como essas questões ambientais são tidas como complexas, devido às necessidades de mudanças que dependem de decisões políticas, não se pode mencionar em uma mudança de hábito como solução. A priori, a Constituição Federal necessita de emenda constitucional alterando o texto do Art. 225, § 4°, incluindo-se os demais biomas como patrimônio nacional, assim como a alteração do Novo Código Florestal, elevando a 80%, a título de reserva legal, os demais biomas. Com estas primeiras mudanças, consequentemente outras políticas ambientais sofreriam alterações positivas com o intuito de se tentar recuperar as degradações que influenciam nas bacias hidrográficas brasileiras.

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